cia. de dança no VAC

Palácio das Artes
Cia. de Dança Palácio das Artes se apresenta no SESC Palladium | 09 e 10 de fevereiro




Foto: Paulo Lacerda

Nos dias 09 e 10 de fevereiro, a Cia de Dança Palácio das Artes apresenta, no Grande Teatro do Sesc Palladium, o espetáculo Tudo que se torna Um, como parte da programação do festival Verão Arte Contemporânea. A obra transita por diversos estilos da Cia., evidenciando sua metamorfose ao longo de seus 40 anos.
As criações cênico-coreográficas do espetáculo são assinadas pelos 22 bailarinos, que levam ao palco suas experiências pessoais, afetivas e físicas, vividas dentro e fora da Cia. e que, associadas coreograficamente, retratam a história do grupo.

Cia. de Dança Palácio das Artes

Um dos três corpos artísticos mantidos pela Fundação Clóvis Salgado, a Cia. foi fundada em 1971 pelo Governo do Estado. Durante 20 anos, dedicou-se a montagens de peças do repertório erudito e às óperas produzidas pela Fundação. A partir de 1990, inseriu em seu repertório obras de coreógrafos nacionais e internacionais, como Jean Marrie Dubrull, Suzana Yamauchi, Eleo Pomare, Sônia Mota, Oscar Arraiz, Luiz Arrieta, Tindaro Silvano, Rodrigo Perderneiras, Henrique Rodovalho,Tuca Pinheiro, Cristina Machado, Mário Nascimento e Sandro Borelli. Desde março de 2010, sob a direção artística de Sônia Mota, a Companhia segue valorizando a potencialidade criadora dos bailarinos.

Serviço
Evento:
Tudo que se torna um
Data: 9 e 10 de fevereiro
Local: Grande Teatro do Sesc Palladium
Horário: 21h
Duração: 75 min
Valor: R$ 14, 00 (inteira); R$ 7, 00 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Informações: (31) 3236-7400

oficinas

Palácio das Artes
Oficinas de Dança | 10 de outubro a 10 de dezembro
Grande Estúdio da Cia. de Dança Palácio das Artes

Os bailarinos da Cia. de Dança Palácio das Artes, Paulo Chamone, Peter Lavratti e Ivan Sodré, convidam a todos os interessados na arte da dança para as Oficinas de Dança. As oficinas acontecem gratuitamente na primeira semana de cada mês, entre 13h e 15h,na Sala Klauss Vianna no Palácio das Artes. Serão disponibilizadas 20 vagas para cada oficina e as inscrições terão como prioridade a ordem de envio. Os interessados deverão se inscrever gratuitamente enviando a ficha de inscrição para o e-mail:prodanca@palaciodasartes.com.br. Temas como a dança livre, dança contemporânea e a percepção do movimento serão abordados.

>> Ficha de Inscrição (45.8kb).PDF

OUTUBRO
Evento: Oficina Dança Livre
Período de Inscrição: 10 a 14 de outubro
Data: 17 a 19 de outubro Sala Klaus Vianna
Local: Sala Klauss Vianna – Grande Estúdio da Cia. de Dança
Horário: 13h
Duração: 2h
Ministrante: Paulo Chamone
Classificação: 12 a 80 anos
Vagas: 20
Entrada gratuita.
Informações:
(31) 3236-7400

Através de um acompanhamento musical bastante eclético, passando pelo Rock anos 60, jazz americano, forrós, sambas, pop e funk, pretende-se desenvolver agilidade e velocidade das partes e do corpo como um todo. Abordar a coordenação em movimentos de diferentes níveis de complexidade e organização, assim como o maior conhecimento e percepção do movimento do corpo, para uma melhor postura e eficiência em exercícios, evitando o consumo de energias desnecessárias.

FOTO: Paulo Lacerda
Paulo Chamone
Bailarino profissional desde 1989, com formação em dança clássica, moderna e contemporânea, Paulo Chamone desenvolve um trabalho como pesquisador, criador e interprete em Dança. Frequentou oficinas e workshops das mais diferentes linguagens. Atualmente se dedica a ministrar aulas e oficinas com foco na troca de experiências ligadas ao corpo.






NOVEMBRO
Evento:
Oficina Dança Contemporânea
Público alvo: pessoas interessadas em movimento e improvisação, atores e bailarinos
Período de Inscrição: 31 de outubro a 04 de novembro
Data: 07 a 12 de novembro
Local: Sala Klauss Vianna – Grande Estúdio da Cia. de Dança
Horário: 13h
Duração: 2h
Ministrante: Peter Lavratti
Classificação: 15 a 60 anos
Vagas: 20
Entrada gratuita.
Informações:
(31) 3236-7400

Através da experimentação entre os diferentes planos do espaço, entre o estar no chão e o estar de pé, pretende-se trabalhar os estímulos de percepção para compreender o funcionamento da relação entre as extremidades e o centro do corpo. Pequenas estruturas de improvisação serão apresentadas aos participantes para serem desenvolvidas individualmente, em duplas ou em grupos.

FOTO: Paulo Lacerda
Peter Lavratti
Iniciou seus estudos em dança clássica e Jazz em Porto Alegre. Como bailarino, integrou a Raça Cia de Dança (SP), Cisne Negro Cia de Dança (SP) e Grupo Corpo (BH). Nos últimos anos, ministrou oficinas e workshops de dança contemporânea nos EUA, França, Argentina, Chile. Atua como arte educador na ONG Corpo Cidadão e como coreógrafo e bailarino em projetos independentes. Em 2010, passou a integrar a Cia de Dança do Palácio das Artes.





DEZEMBRO
Evento:
Oficina Percepção do Movimento, uma prática contemporânea - método Sto Herbário
Período de Inscrição: 28 de novembro a 02 de dezembro
Data: 05 a 10 de dezembro
Local: Sala Klauss Vianna – Grande Estúdio da Cia. de Dança
Horário: 13h
Duração: 2h
Ministrante: Ivan Sodré
Classificação: 14 anos
Vagas: 20
Entrada gratuita.
Informações:
(31) 3236-7400

Através da dança, pretende integrar as diversas sensações com movimentos que as representem. O artista/sujeito ao fazer contato com sua essência busca em si a maneira de expressar aquilo que lhe vem como impulso sensorial, aprofundando e ampliando sua expressão criativa. Praticas de movimentos corporais serão experimentadas. O método implica em vivências que utilizam harmonizador, loção e sabonete criados com o intuito de colocar o indivíduo em contato com sua essência. Também faz parte desse processo, a “escovação” que é acrescida de toques bioenergéticos, criados para facilitar e dar sustentação ao processo.

FOTO: Paulo Lacerda
Ivan Sodré
Iniciou seus estudos de dança clássica em Niterói-RJ e desde 1999 passou a integrar a Cia de Dança Palácio das Artes. Participou, em 2007, do FID como bolsista do Territótio Minas onde iniciou o Projeto EntreCorpos direcionado a pessoas e artistas que visam ampliar seu potencial criativo através do Método Criativo Santo Herbário. Hoje o Projeto se constituiu como um grupo de pesquisa em movimento com pessoas de 20 a 60 anos e que já produziu dois espetáculos, “Percursos Essenciais” (2009) e “As coisas não são sólidas nem líquidas” (2010).

feedbacks

De: Thiago Luiz Abreu Romao [mailto:athiagoluiz@yahoo.com.br]
Enviada: dom 30-10-2011 21:59
Para: Sônia Mota
Assunto: Feedback oficina -Paulo Chamone

Antes de mais nada, gostaria de dizer que fico muito feliz com a iniciativa da Cia. de Dança do Palácio das Artes por presentear o público mineiro com a arte da dança. Esse tipo de ação, infelizmente, tem se tornado cada vez mais escasso na nossa cidade. Portanto, parabéns pela iniciativa!
A oficina de Dança Livre foi de uma riqueza e primor incríveis. Apesar de ser ministrada em apenas 3 dias, o trabalho do professor Paulo Chamone foi de uma delicadeza e concentração que me marcou, e, conseqüentemente, me impeliu a fazer esse feedback, sustentado por dois pontos muito importantes.
O primeiro seria o corpo... Vivo, acordado, preparado para perceber o que compõe e age em sua volta. A sensibilidade corporal trabalhada nos faz refletir sobre o que é esse corpo no nosso dia-a-dia; quer ele esteja dançando ou simplesmente caminhando pela rua. Se ele é capaz de ser paradoxal, podendo vivenciar ações, sensações opostas em confluência e harmonia; tendo, assim, muita consciência.
O segundo ponto é a retomada do simples prazer em dançar. Apesar de ter apresentado formas de dança, a essência do prazer de dançar foi uma das "técnicas" mais gratificantes que eu tive a fortuna de experimentar. Mesmo sabendo que a técnica é muito importante, a satisfação em vivenciar essa arte vem em primeiro lugar, facilitando em muito o aprendizado e a construção de um trabalho. Concluo afirmando que foi maravilhoso saborear esse prazer em dançar, na sua mais simples definição.
E essa foi a minha visão da essência do trabalho ministrado na oficina. Por isso, digo: É MUITO BOM DANÇAR!


Thiago Abreu

feedbacks...

FEEDBACKS OFICINA “DANÇA LIVRE“ DE PAULO CHAMONE

1- De: Cris Sthepan [cris.sthepan@gmail.com]

Enviada: qua 19-10-2011 10:00

Assunto: Retorno Oficna Chamone

Bom dia, Sônia!

Encaminho como solicitado abaixo meu retorno sobre a oficina de dança.

Nunca fiz nenhuma aula de dança, minha única experiência era com aulas de expressão corporal, pois estudo teatro na Puc; mas sempre fui admiradora da dança, e me interessei ainda mais em trabalhar esta área depois da Oficina, pois o carinho e a liberdade que nos foi oferecido pelos profissionais, abriram espaço para que pudéssemos experimentar sem receios novos lugares. Eu individualmente acho que dança e o teatro tem tudo a ver, pois o corpo em cena é muito importante, assim como na dança, a expressão. Há um link muito forte e que deveria ser explorado por ambas as partes.

O exercício que mais gostei, foi o de ir com o bambu em grupo até o centro sem tirar os pés do chão, realmente me levou a um local desconhecido, de desconforto, o que foi ótimo, pois me fez pensar, em que lugar seria aquele, como eu faria para me deslocar melhor, pensar no todo. Em fim foi uma experiência singular, e que com certeza irá agregar muito ao meu corpo em cena. Agradeço a equipe, e gostaria de parabenizar a Fundação pela oportunidade.

Grande abraço!

Cris Sthepan

2- De: Filipe Gustavo Arêdes de Souza [filiparedesouza@gmail.com] Enviada: qua 19-10-2011 20:36

Enviada: qua 19-10-2011 20:36

Assunto: Dança Livre - feedback

Olá Sônia Mota,

Para mim esses três dias foram fantástico. Gostaria de agradecer, em primeiro lugar, pela oportunidade que a Cia. de Dança do Palácio das Artes está oferecendo àqueles que tem o interesse de investigar não só a dança em si, como todos as possibilidades de trabalho e manuseio do corpo. Houveram exercícios bastante marcantes para mim, como o que iniciávamos o movimento pelo olho e, a partir daí, éramos então conduzidos por ele a movimentar todo o resto do corpo. O trabalho com o bambu também foi fantástico, trouxe para mim uma sensação de verticalização e de enraizamento dos pés no chão... Sem falar nas danças circulares que provocaram em mim o prazer de dançar. Gostei muito do trabalho que o Paulo Chamone preparou para nos passar, além da sua atenção em explicar e conduzir os exercícios. Gostaria de agradecer a você, Sônia Mota, e a toda a equipe que esteve com nós, alunos, ajudando não só na condução dos exercícios, como a Mari e o Lucas, como também os que ficaram esses três dias operando com a aparelhagem de video e som.

Um forte abraço,

Filipe Arêdes

3- De: Júlio César [jc_estevam@hotmail.com]

Enviada: qui 20-10-2011 1:45

Assunto: Oficina de dança livre

Em síntese... Eu vivenciei, experimentei e redescobri o meu corpo em liberdade. Redescobri os meus extremos, pés e mãos de modo diverso.

Julio

4- De: Flaviane Lopes de Oliveira [lopesflaviane@gmail.com]

Enviada: qui 20-10-2011 15:26

Para: Sônia Mota

Assunto: Retorno - Oficina Dança Livre

Sônia,

A oficina de dança livre foi bem prazerosa, senti que através da simplicidade reconhecemos em nossos corpos partes e sensações que nem sempre damos a devida importância, como os olhos, os dedos, os pés e até mesmo a dor, as danças circulares e a experimentação com bambus, me remeteram a rituais tribais de festa e união onde a presença do outro é indispensável. Nos dias de hoje estamos cada vez mais solitários e nos privamos de compartilhar um olhar, um sorriso ou uma dança e essa oficina foi uma boa oportunidade para rever esses conceitos e sensibilizar um pouco mais o ser.

Uma linda iniciativa da Cia. de Dança Palácio das Artes a de compartir o espaço e os ensinamentos com pessoas alheias à mesma, agindo como multiplicadores de arte e sensibilidade.

Como conversado na última aula creio que seria ideal que as oficinas tivessem mais dias para que possamos absorver melhor as informações.

Muito obrigado ao Paulo e a toda a Cia.

Até a próxima!!!

Flaviane Lopes

5- De: Rodrigo Silveira [rodrigopersi@hotmail.com]

Enviada: qui 20-10-2011 17:57

Assunto: Retorno - Oficina Paulo Chamone

Sônia,

Boa tarde!

Durante esses três dias que passei em companhia de pessoas excelentes e talentosas contribuiu imensamente para meu crescimento pessoal e profissional, graças ao companheirismo de todos. Aprendemos que a espontaneidade é o livre fluir, em todos os aspectos.. Da respiração aos gestos corporais. Da expressão das emoções e sentimentos íntimos à forma como se utiliza o corpo e suas possibilidades expressivas.

Quando eu me refiro a agradecer, estou falando da oportunidade de dançar que proporcionou a todos de vivenciar experiências, aprender novos caminhos, criar círculos de amizades, enfim, todo o ganho ou bagagem como muitos preferem dizer, que permite ao bailarino dar continuidade e buscar sempre mais.

Desejo a todos muita sorte e sucesso e até o próximo encontro!

Rodrigo Pereira da Silveira

Técnico em Administração

((31) 3625-5684 / 8517-3175
* rodrigopersi@hotmail.com

6- De: Carol Pego [carolpego@hotmail.com]

Enviada: qui 20-10-2011 18:19

Assunto: retorno oficina chamone

Olá Sônia,

Primeiramente gostaria de parabeniza-los pela iniciativa. Eu que sou grande admiradora da Cia. esperava por uma oportunidade de aproximação e aprendizado desde tipo.

Eu participei da oficina na terça e quarta. Foi ótimo.

Os exercícios, o grupo, e principalmente a energia criada e compartilhada naquele lugar, foi mágico.

Concordo com tudo que meu colegas disseram no fechamento de quarta, mas pra mim o que foi melhor foi poder estar ali, naquele lugar, com todos, compartilhando esse prazer imenso de dançar.

Acho pertinente esse trabalho e tens todo meu apoio para manter em constante as oficinas e aulas.

É sempre um prazer acrescentar na nossa bagagem experiencias deste tipo.

Não sei se é bem isso que era pra fazer, já que eu não estava na segunda.

Ah, e também acho que cinco dias seria muito bom. Muito obrigada,

abraços!!

Carolina Pego

7- De: Renan Cerqueira [renancd19@gmail.com]

Enviada: sex 21-10-2011 23:38

Assunto: Retorno

Bom, demorou mas estou enviando

Gostei muito da Oficina achei de muito bom gosto a escolha dos exercicios, na busca por uma compreensão melhor do seu corpo do que necessariamente o ensino de tecnicas que fica inviavel no curto espaço de tempo. Acho a iniciativa maravilhosa me senti nesses dias parte integrante do palacio das artes, nunca imaginei que teria essa oportunidade e pretendo com certeza estar presente nas outras que virão.

O unico ponto que eu comentaria desfavoravel foi a pontualidade do inicio das atividades sou meio britânico e gosto de pontualidade e esse esquema de começar 13h15 para esperar o pessoal chegar me incomodou, mas foi só um detalhe que acredito que vale a pena nos próximos tentar começar 13h. Continuem com essas iniciativas que são maravilhosas e se Deus quiser estarei na proxima com certeza! Não sei se ficou claro o Paulo Chamone sempre estava lá 13h os participantes que atrasavam.

Abraços, Renan

"O livro é passaporte, bilhete de partida"

Renan Cerqueira Dias

9664-8598

texto da soninha...

Evidenciando o reflexo do chão,

sendo inatingível,

olho no olho

e vou para a minha rotina.

Pego a tabuinha

e começo a praticar jogos concretos

com bolhas falantes caindo do meu corpo.

Confesso que começo a filosofar...

Do que é que eu gosto?...

Penso no passado e no futuro

comendo um sonho.

Sou mesmo incapturável.

Fico no vazio

e sociabilizo minha loucura,

sem medo e sem culpa de ser feliz.

Subindo as escadas,

vivo uma vidente

e digo: mãe não morre,

continua na gente,

com ações, frases e sombras translúcidas.

Acredito que tenho um futuro jovem,

que nem um bicho-preguiça

com taças na mão,

em um fluxo contínuo de brincadeiras,

meio “tipo eu”,

cheio de possibilidades,

diante de um abismo,

levando minha árvore

cheia de minhocas e hai-kais musicais,

com o meu aspirador de pó cansado de déjàvu.

Sônia Pedroso

quintas da dança especial

quintas da dança especial
apresentação de trechos do novo espetáculo

estréia...

Palácio das Artes
Cia. de Dança Palácio das Artes estreia Tudo que se torna Um | 27 e 28 de agosto
Grande Teatro


Foto: Paulo Lacerda

Nos dias 27 e 28 de agosto, os bailarinos Cia. de Dança do Palácio das Artes sobem ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes para encenar o espetáculo Tudo que se torna Um. A nova montagem aborda temas como a passagem do tempo, celebração, luto, memória e transição, percorre por diversos estilos (clássicos, modernos, experimentais e contemporâneos) do grupo, evidenciando sua metamorfose nos seus 40 anos.

A coreografia do espetáculo, que integra as comemorações dos 40 anos da Cia. de Dança Palácio das Artes, fica por conta dos próprios bailarinos, que são também co-criadores na montagem.

O cenário, todo manipulado manualmente, foi criado por Felippe Crescenti (SP) e tem um papel importante no espetáculo: movimenta-se, de forma simples e precisa, demarcando por meio de 15 painéis translúcidos a passagem do tempo. O desenho de luz, assinado por Pedro Pederneiras, um dos fundadores do Grupo Corpo, complementa o cenário trazendo texturas sutis para os movimentos dos bailarinos.

O figurino elaborado por Fabio Namatame (SP), é composto por vestes requintadas que, aos poucos, vão se desmembrando, tornando-se cada vez mais minimalistas. Pretende destacar o preto e a pele associando-os a outras cores.

A trilha sonora do espetáculo ficou por conta de Daniel Maia. Sua intenção foi desafiar o nosso conforto em relação ao inexorável tempo cronológico, ora tratando-o como quântico, ora expandindo os compassos para formas menos conhecidas.

Em cena, os bailarinos comemoram os 40 anos da Cia., dançando seu contexto histórico, numa atmosfera onírica, e ao mesmo tempo realista, na qual cenário, figurinos, música, luz e público, comunicam-se entre si para, juntos, se tornarem um.

Cia de Dança Palácio das Artes


Foto: Paulo Lacerda
A Cia de Dança Palácio das Artes é um dos três corpos artísticos mantidos pela Fundação Clóvis Salgado, ao lado da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e do Coral Lírico de Minas Gerais. Foi fundada em 1971 pelo Governo do Estado e teve como primeiro diretor o mestre de balé e coreógrafo Carlos Leite. Durante 20 anos, dedicou-se a montagens de peças do repertório erudito e às óperas produzidas pela Fundação Clóvis Salgado. A partir de 1990, inseriu em seu repertório obras de coreógrafos nacionais e internacionais, como Jean Marrie Dubrull, Suzana Yamauchi, Eleo Pomare, Sônia Mota, Oscar Arraiz, Luiz Arrieta, Tíndaro Silvano, Rodrigo Pederneiras, Henrique Rodovalho, Tuca Pinheiro, Cristina Machado, Mário Nascimento e Sandro Borelli. Desde março de 2010, sob a direção artística de Sônia Mota, a Companhia segue valorizando a potencialidade criadora dos bailarinos. A Cia. faz parte da política da Fundação Clóvis Salgado de levar a cultura do Estado para além dos limites de Minas Gerais. O grupo já apresentou o seu trabalho em palcos de destaque nacionais e internacionais, nas capitas e em países como Cuba, França, Palestina, Jordânia, Líbano, e Portugal.

Sônia Mota
Nasceu em 1948, São Paulo. Trabalha com dança desde 1963. Exerceu um papel decisivo na dança contemporânea brasileira como bailarina, professora e coreógrafa nas décadas de 70 e 80. Trabalhou 22 anos na Alemanha. Criou o método de dança Arte da Presença. Em 2001 começou a escrever um livro sobre seu método e sua carreira de artista. Desde 2005 trabalha na trilogia VI-Quaa-Tris sobre o feminino e, em março de 2010, assume a direção artística da
Cia de Dança do Palácio das Artes de Belo Horizonte.

>> Clique aqui e confira as imagens do espetáculo Tudo se torna Um

>> Confira a ficha técnica do espetáculo (42,2kb).pdf.

>> Confira o texto da diretora e dos bailarinos (55,4kb).pdf.

* Ingressos à venda

>> Clique aqui e acompanhe a disponibilidade de ingressos

Serviço
Evento:
Tudo que se torna Um
Data: 27 e 28 de agosto
Horário: sábado às 20h30 e domingo às 19h00
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes
Valor: 20,00 (inteira) e 10,00 (meia)
Duração: 80 minutos
Classificação etária: 12 anos
Informações: (31) 3236-7400

apresenta

Tudo que se torna Um

uma síntese coreográfico-arquitetônica do Tempo

Tudo que se torna Um

Tudo que se torna Um fala do TEMPO.

Do tempo cronológico, natural, orgânico, mecânico, fugidio, permanente, de lutos e celebrações. Sobretudo do tempo que se esvai a cada segundo de nossas vidas.

Porque o tempo passa?

Este é um enigma que a humanidade tenta decifrar desde sempre.

Nós, da Cia de Dança do Palácio das Artes, nos perguntamos agora: Que fazer com os tempos clássicos, modernos, pós-modernos, experimentais, contemporâneos e pós-contemporâneos pelos quais já transitamos?

Revisitando nosso passado, tentando antever nosso futuro e materializando nossas descobertas no presente, assumimos ser os arquitetos das nossas lembranças, dos nossos sonhos e das nossas criações.

Tempo e Espaço são o Palco da Vida.

A arte, síntese da Vida!

Tudo que se torna Um surge, então, como uma síntese coreográfico-arquitetônica dessas lembranças, sonhos e criações. Passado, Presente e Futuro, se manifestam numa grande festa onde dança, cenário, figurinos, música, luz e público se tornam Um juntos com o Tempo.

Deixemo-nos levar! ainda que efemeramente...

Bolha de sabão Bolha de sabão

Leve e suspensa no ar Vento forte

É... e já não mais Fim

(Andrea Faria) (Livia Espírito Santo)

Um segundo:

Que passou

Outro segundo:

Tá aqui!

Ops... Passou!

De novo

E

De novo

E

De novo

E

De novo

E

De novo

E

De novo

E

De novo ...

(Cristiano Reis)

cordel em POA

Relato MendonçaViewing everything posted on July 4, 2011

Jul



04

O abraço que vem do Interior



Confira o comentário de “Coreografia de Cordel”, atração do final de semana no Theatro São Pedro. A partir de amanhã, a programação do Festival do Teatro Brasileiro prossegue com “Cortiços”, no palco do Teatro Renascença, criação do grupo mineiro Luna Lunera. O FTB etapa RS tem patrocínio da Petrobras e copatrocínio da Caixa. Consulte a programação completa do festival no site da Liga www.liga.art.br e siga pelo twitter @ftb_rs.



Na quinta e sexta-feira, o Galpão conduziu a plateia gaúcha em uma jornada dentro de si mesma, guiada pelo comovente “Tio Vânia” (confira comentário abaixo). No final de semana, foi a vez de a Cia. de Dança Palácio das Artes propor uma viagem diferente. Se o “Tio Vânia” do Galpão é uma montagem que evita ousar maiores experimentalismos formais, “Coreografia de Cordel” bate pé no campo do pós-dramático, sapateia em cima da narrativa linear e dá de mão na quarta parede.



“Coreografia de Cordel”, que estreou em 2003, é um dos espetáculos mais importantes da Cia. de Dança Palácio das Artes. O ponto de partida vem de convivências que o grupo mineiro teve com comunidades do Interior, especialmente Medina. A escolha foi radical: Medina tem pouco mais de 20 mil habitantes, é uma das tantas cidades do empobrecido Vale do Jequitinhonha, classificada pela Unesco como uma das regiões mais carentes do Mundo. Apartada das benesses capitalistas, Medina ofereceu ao coreógrafo Tuca Pinheiro a oportunidade de colocar em contato a sofisticação da dança contemporânea e a ingenuidade de uma cultura ainda não moldada pelo consumismo.



O mérito de “Coreografia de Cordel” é não seguir a rota confortável de adotar a cultura popular como coitadinha, algo a ser amparado, preservado e defendido. A atitude é a de reconhecer a dificuldade de abraçar essa cultura (o gesto de abraçar, inclusive, é o fecho do espetáculo). Renunciando ao paternalismo, os artistas se deixaram impressionar pelo que viram, ouviram e sentiram, incorporando ainda ao espetáculo o que lhes ficou de saudade do sertão. Este conflito desaguou em uma encenação pós-dramática, que provoca o público permanentemente a descobrir nexo, no que está em cena, constrangido a desenhar em tempo real um mapa do que está assistindo. E não deve ter sido isso que a Cia. de Dança Palácio das Artes sentiu ao entrar em contato com a terra estranha de Medina?



Uma das imagens mais marcantes é justamente uma bailarina de olhos vendados, zanzando no palco: materializando uma cabra-cega estética, ela expressa a impotência do olhar e dos ouvidos urbanos em contato com uma sociedade que nos parece estrangeira em seus gestos contidos, na sua profusa oralidade, na moralidade restritiva. As coreografias vão se desdobrando como em um mostruário de cordel – enfileiradas, consecutivas, aparentemente descosturadas, sutilmente tecendo um retrato amoroso de um conflito. A conformação do espaço cênico – colocando arquibancadas no fundo do palco do Theatro São Pedro – parece um esforço de reproduzir uma das imagens mais marcantes de qualquer cidadezinha do Interior que se preza: a rua principal, onde desfilam os personagens, os carros, as vergonhas e as maravilhas do lugar.



Sucedem-se coreografias, algumas de impressionante técnica. Nos momentos de vínculo mais estreito com Medina, os bailarinos impõem a seus corpos o maneirismo dos animais, outras vezes se explicita a repressão sexual. Também há solos mais coxudos, caracterizando praticamente uma cena, com o bailarino aliando texto e gesto. Outra originalidade de “Coreografia de Cordel” é assumir a oralidade: um microfone ao lado do palco serve de púlpito para os bailarinos. Em alguns momentos, um dos bailarinos articula um discurso quase incompreensível como trilha sonora para a dança, exaltando a musicalidade de um palavrório que parece não dizer nada, mas significa tudo, significa que estamos imersos numa cultura fechada, que se basta, que prefere o círculo ao avanço, que tem medo de abrir a porta (porta que, sintomaticamente, é um dos poucos elementos em cena). O grupo se encarrega ainda de fazer um mea culpa pela invasão que impôs a Medina, explicitando a violência dessa aproximação quando um dos bailarinos “bate” fotos do público, com um flash impertinente.



O grupo é consciente de sua coragem estética e brinca abertamente com o público sobre a dificuldade em uma abordagem mais confortável do retrato multifacetado e aparentemente desconexo que está em cena. No final, sim, é permitida a facilidade da emoção direta e facilmente reconhecível. No escuro, ouve-se Jair Rodrigues cantar os versos da moda de viola “Disparada” (de Theo de Barros e Geraldo Vandré) “Eu venho lá do sertão / E posso não lhe agradar” e “Não canto para lhe enganar”. Como se para deixar ainda mais clara a colisão entre urbano e interiorano, sucedem-se momentos em que o palco é iluminado ora por lanternas de luz azul e fria, ora por focos de luz amarelos como velas ou bicos de luz perdidos numa estradinha erma.



Mas tudo termina em abraços, primeiro entre o elenco, depois entre artistas e público. A Cia. tem a humildade de confessar que a principal lição que aprendeu na expedição a Medina foi a de que o gesto mais fundamental a unir Brasis absolutamente diversos deve ser um simples aperto de mão, um abraço, a expressão física da disponibilidade. Não há sentido em glamourizar o popular – limitemo-nos a reconhecer e respeitar o que nos é alheio, permitamo-nos tão-somente deixar-nos transformar. Uma estratégia que o grupo coloca claramente em cena, ao pendurar 42 panelas acima do palco, e fazer filtrar a luz através dela. O que está em cena não é o rural apropriado pelo urbano, são os indivíduos artistas banhados pelo que experimentaram.













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Cordel de Imagens



Acompanhe imagens que Cristina Livramento fez do espetáculo “Coreografia de Cordel”, no sábado à noite, no Theatro São Pedro. Leia o comentário no post abaixo



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http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/v/cia-de-danca-do-palacio-das-artes-completa-40-anos/1492452/#/todos

cordel de volta...

Palácio das Artes
Coreografia de Cordel | 14 de maio
Grande Teatro

cordel core decore
Foto: Paulo Lacerda

A Cia. de Dança Palácio das Artes remonta um de seus grandes espetáculos: Coreografia de Cordel, sob direção do bailarino e coreógrafo Tuca Pinheiro. O grupo de bailarinos apresenta o trabalho que é considerado um marco da consolidação e criação artística da Cia. nos últimos 15 anos. No dia 14 de maio o público poderá assistir bem de perto ao espetáculo que também comemora os 40 anos do Grupo Profissional da Fundação Clóvis Salgado, completados em 2011.

A coreografia tem um profundo trabalho de pesquisa e de autoria da Cia. e que mostra a potencialidade individual de cada um de seus intérpretes. Para Sônia Mota , diretora da companhia, a remontagem traz ao palco do Grande Teatro um trabalho histórico e artístico de grande importância e verdade.

>> Clique aqui e veja os prêmios conquistados com o espetáculo

>> Acesse o Hot Site da Coreografia de Cordel e saiba tudo sobre o processo de criação do espetáculo. Clique aqui!




A Coreografia


Coreografia de Cordel é um projeto elaborado a partir do aprofundamento da Cia. de Dança Palácio das Artes no método Bailarino-Pesquisador-Intéprete (BPI) de Graziela Rodrigues, com pesquisa de campo realizada na cidade de Medina, na região do Vale do Jequitinhonha, em 2003.

O nome Coreografia de Cordel é uma alusão à literatura de cordel, inspirado nos trabalhos solos dos bailarinos durante o BPI. Coincidentemente, muitos deles utilizaram cordas, elásticos, barbantes e linhas na construção de seus espaços durante a criação.

O trabalho agrega a criação individual de cada bailarino da Cia. em uma montagem que exalta os corpos e sujeitos como veículos de várias ideias. São intervenções poéticas que traduzem para a linguagem da dança aspectos culturais estudados e vivenciados durante o trabalho de campo. E que revelam as imbricações entre o rural e o urbanismo, entre concretos e poeiras.

Antes de estrear o espetáculo, em 2004, a Cia. retornou a Medina e a outras cidades do Vale para apresentar o resultado final ao público da região.

Serviço
Evento:
Coreografia de Cordel – Cia. de Dança Palácio das Artes
Data: 14 de maio
Horário: 18h e 21h
Local: Grande Teatro (lotação limitada de 320 pessoas por sessão, sentadas em arquibancadas no palco)
Valor: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (*meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Informações: (31) 3236-7400
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*Atenção

Meia-entrada para estudantes e maiores de 60 anos, conforme a lei.
Acatando a recomendação do Ministério Público, por meio, das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Promotoria e Justiça de Defesa do Consumidor e PROCOM–MG, em conjunto, o valor da meia–entrada estudantil é válido para estudantes regularmente matriculados na rede oficial de ensino, público ou particular de 1º, 2º e 3º graus, compreendendo os alunos de pós–graduação, mestrado, doutorado e aqueles matriculados em cursos pré–vestibulares previamente credenciados junto à UNE (União Nacional dos Estudantes), UEE/MG (União Estadual dos Estudantes), UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) ou UCMG (União Colegial de Minas Gerais).

Será exigida a identificação no ato da compra e na entrada do evento por meio da apresentação de identificação estudantil (carteira de estudante) e comprovante de matrícula na rede oficial de ensino, público ou particular, no ano corrente.

zona 04 - se eu pudesse entrar na sua vida

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vídeos de fotos feitos pelo Lair...

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40 anos...

Cia. de Dança Palácio das Artes 40 anos

Publicado em 13 de março de 2011.

“O mineiro tem vocação para a dança. O sentimento de equilíbrio e serenidade que demonstra nas atitudes dos homens públicos não é uma peculiaridade dos estadistas de Minas. Quem vive entre essas montanhas tem apego à tradição e encarna as virtudes mineiras, possui o sentido da harmonia. Não a harmonia dos ritmos violentos bárbaros, como o samba, o frevo e outras danças de origem africana e americana. Mas, a harmonia no sentido clássico.” Foi com este sentimento visionário que há 40 anos o maître Carlos Leite fundou a Cia. de Dança Palácio das Artes.

Em 2011, ano em que se comemora a longa trajetória de sucesso desta que se tornou uma das principais companhias do País, o espírito se renova com uma programação variada e eclética, em clima de festa. A agenda começa com a remontagem, no dia 14 de maio, do mais premiado balé do repertório Coreografia de Cordel, de Tuca Pinheiro.

A programação continua com uma série de intervenções dentro do projeto Quintas da Dança, na última quinta-feira de cada mês, e com as aulas abertas ao público que são ministradas, mensalmente, pela coordenadora artística da companhia, Sônia Mota, no Grande Teatro e na Sala Klauss Vianna do Palácio das Artes. Em agosto, os bailarinos se preparam para a estreia do novo espetáculo Tudo que se torna um.

>> Clique e veja a galeria de fotos da CDPA

História

A Cia. de Dança Palácio das Artes, um dos três corpos artísticos mantidos pela Fundação Clóvis Salgado, se caracteriza pela constante evolução no tempo. Fundada em 1971, pelo mestre de balé e coreógrafo Carlos Leite, a CDPA dedicou-se, durante os primeiros 20 anos de atividade, a montagens de peças do repertório erudito e às óperas produzidas pela FCS.

No início dos anos 90, a Cia. começa a trilhar um novo caminho estético marcado, principalmente, pelo trabalho conjunto com coreógrafos convidados, do Brasil e do exterior, e pela inserção, em seu repertório, de obras assinadas por nomes como Tíndaro Silvano, Jean Marrie Dubrull, Suzana Yamauchi, Eleo Pomare, Sônia Mota (hoje diretora da companhia), Oscar Arraiz, Luis Arrieta, Rodrigo Pederneiras, Henrique Rodovalho, Tuca Pinheiro, Mário Nascimento e Sandro Borelli.

Como resultado do trabalho da bailarina e coreógrafa mineira Graziela Rodrigues, a Cia. de Dança Palácio das Artes passou a desenvolver, em 2000, o método “Bailarino-Pesquisador-Intérprete”, legitimando os próprios dançarinos do grupo como sujeitos criadores e pensantes de sua dança. A Cia. de Dança Palácio das Artes iniciou ainda um trabalho inovador de incentivo e promoção da pesquisa em dança, por meio de debates, entrevistas e aposta no potencial criativo dos próprios bailarinos, e trabalha também o apuro e atualização de técnicas contemporâneas de dança.

Além de performances, instalações e vídeos que passaram a compor o repertório do grupo foram concebidos os espetáculos Entre o Céu e as Serras, de Luiz Mendonça e Cristina Machado, Poderia Ser Rosa, de Henrique Rodovalho, Sonho de uma Noite de Verão - fragmentos amorosos, de Gabriel Villela, Coreografia de Cordel, de Tuca Pinheiro, Transtorna, de Cristina Machado, Carne Agonizante, de Sandro Borelli, Quimeras, de Mário Nascimento, 22 Segredos e Se Eu Pudesse Entrar na Sua Vida, ambos de Sônia Mota.

>> Clique e saiba quais foram as principais montagens do Grupo Profissional da FCS

>> Confira as premiações da Cia de Dança Palácio das Artes

A Cia. de Dança Palácio das Artes faz parte de diversos projetos e políticas da Fundação Clóvis Salgado que levam a Instituição e a cultura do Estado para além dos limites de Minas Gerais. O grupo já apresentou o seu trabalho em palcos de destaque nacionais e internacionais, nas capitais e em locais como Cuba, França, Palestina, Jordânia, Líbano, e Portugal.

Em março de 2010 Sônia Mota assumiu a direção da Cia. com a proposta de valorizar a maturidade artística do elenco, utilizando como suporte para as criações do grupo o confronto, o trânsito e o diálogo entre tradição e inovação, as diferenças entre gerações, a multiplicidade e a singularidade dos integrantes.

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Regina Advento fica dois dias com a cia.

Regina Advento participa, desde 1995, de todas as grandes produções da companhia de Pina Bausch e já recebeu vários prêmios internacionais como melhor ...
books.google.com.br/books?isbn=8500019980...

Pela segunda vez Regina Advento ministra oficinas de criação para a Cia. de Dança Palácio das Artes. Em 2010 foi em suas férias, já que Belo Horizonte é sua terra natal. Desta vez em um pequeno intervalo nas apresentações pelo Brasil Regina trabalhou com o grupo mineiro por dois dias, o foco foi a improvisação para um composição coreografica.


Butoh no PA

Tadashi Endo ministra oficina na Fundação Clóvis Salgado
Publicada em 23 de março de 2011.Tadashi Endo, um dos mestres da técnica do Butoh, está em Belo Horizonte até a próxima sexta, dia 25. O artista, coreógrafo e bailarino ministra uma oficina para a Cia. de Dança Palácio das Artes da Fundação Clóvis Salgado. Ele ficou conhecido internacionalmente pelo trabalho realizado como coreógrafo no filme Hanami – Cerejeiras em Flor, dirigido por Doris Dorrie.Durante o workshop, a Cia. de Dança Palácio das Artes vai mergulhar na técnica dançante e melancólica do butoh, que consiste em percorrer um caminho de movimentos cênicos na busca para tornar ‘visível o invisível’. Oficina Butoh-MAA Oficina será baseada em trabalhos práticos – individuais ou em grupos – com exercícios criados pelo próprio Endo, que foi aluno do dançarino e coreógrafo japonês Kazuo Ohno. Para a diretora da Cia., Sônia Mota, a Butoh-MA se destaca por “contrapor o estético do belo e reforçar a dor do ser humano, através das sombras”. Em 2011 a Fundação Clóvis Salgado celebra 40 anos de criação da Cia. de Dança Palácio das Artes e, para marcar a data, estão sendo desenvolvidas uma série de atividades que incluem, além das apresentações públicas do grupo, ações para a formação e aprimoramento profissional dos bailarinos. Em janeiro e fevereiro o grupo participou de uma oficina com o pesquisador, coreógrafo e professor de dança Bruno Caverna, e agora em março, é a vez de a Cia. realizar uma oficina de dança japonesa com o bailarino Tadashi Endo.

tadashi

ia a entrevista com Tadashi Endo, um dos mestres da técnica do Butoh



A convite da Fundação Clóvis Salgado e da Cia. de Dança Palácio das Artes, Tadashi Endo, artista multifacetado, que além de diretor e bailarino é um dos mestres da técnica do Butoh, esteve em BH em março e a equipe do Web Site da FCS teve a oportunidade de conversar com ele.
Na entrevista ele fala sobre a técnica do Butoh, sobre a Cia. de Dança Palácio das Artes e sobre o papel do artista no mundo atual. De antemão, Endo deixa seu recado: “Minha função em fazer arte, mais do que tudo, não é nem pelo Butoh e nem pela técnica, é porque acredito que o mundo está precisando de um novo pensamento. Minha função como artista é tocar na alma das pessoas, porque só assim elas poderão pensar diferente. As almas já estão automatizadas dentro do sistema, e não param pra ouvir sua própria vontade. Se fizessem isso, o mundo não estaria da forma que está”.

Por: Yany Mabel

Como você vê o cenário da dança no Brasil?

Não conheço muito este cenário aqui no Brasil. Venho, mas não viajo muito por aqui. Eu pensava que o Brasil era essa coisa que todos falam: samba, futebol e festa, mas eu percebi que os bailarinos brasileiros têm muita sensibilidade, são muito sérios e estão em uma busca e pesquisa bem interna. Nesse sentido, o trabalho da dança no Brasil é igual ao trabalho desenvolvido na Europa ou no Japão.
Qual sua visão sobre este intercâmbio cultural incentivado pela Fundação Clóvis Salgado na área da dança?
O fato de uma Fundação, de uma Companhia estatal convidar estrangeiros para ministrar oficinas aqui é maravilhoso.
No Brasil isso acontece mais que na Europa, lá esse mercado é muito fechado, mais restrito. Essa abertura pra mim, como artista convidado, é excelente. Percebi uma política cultural aqui; mesmo que os investidores de dinheiro atrasem no envio do pagamento, o dinheiro chega para a produção do espetáculo. Na Europa, às vezes o artista nem tem esse dinheiro para a produção. Sinto que no Brasil essa postura é mais aberta.

A Cia. de Dança Palácio das Artes tem um diferencial em relação a outras companhias mineiras. Hoje a Cia. se concentra muito mais nas pesquisas corporais e artísticas, fugindo um pouco do padrão mercadológico que vigora nos dias atuais. Como você vê essa característica da Cia.?

Esse formato é no que eu acredito. O fato de a Companhia fazer essa pesquisa e de buscar dentro da sua própria identidade o resultado do seu trabalho é essencial. Senti que a Cia. daqui tem isso, não é uma companhia feito as outras que têm os solistas na frente e o corpo de baile atrás; todos têm mais ou menos o mesmo nível e trocam entre si. Se cada bailarino dessa companhia é um grande solista, isso é maravilhoso, pois é a junção desses solos que fazem uma companhia individual e diferente.

Como foi sua experiência em desenvolver a oficina “Técnica Butoh” aqui na Companhia de Dança Palácio das Artes? Como se deu esse primeiro contato?

O Brasileiro tem uma abertura e espontaneidade para receber a informação que vem de fora bem maior que o Europeu ou outra cultura, porque lá nesses outros países a civilização já está um pouco saturada, as pessoas já não têm essa vontade de aprender.
Já aqui no Brasil essa vontade de aprender é muito grande. Especificamente em relação a essa Cia., eu gostaria de ficar mais tempo aqui.
Fui convidado para ministrar essa oficina em função do tema da próxima montagem da Cia., que tem a ver com a despedida de alguma coisa, e o Butoh fala disso, fala da morte o tempo todo, no sentido de purificação, da renovação. Eu gostaria de ter ficado aqui mais tempo para poder pesquisar individualmente com cada bailarino e ajudar nessa produção.
Fiquei muito feliz por ter sido convidado pela Sônia Mota, somos da mesma geração e acredito que seja importante fazer esse trabalho com os jovens que estão aí.

Depois de uma semana junto à Cia. de Dança Palácio das Artes, o que poderia dizer que esse grupo te ofereceu?

Essa Companhia tinha para mim um caráter muito jovem e energético, apesar de ser composta por bailarinos mais velhos. O vigor dessa companhia me fez dançar mais do que eu pensava.

O conteúdo programático organizado por você para ser executado aqui na Cia. foi seguido à risca, ou no meio da oficina a proposta foi sendo alterada pelo que os bailarinos ofereciam em “cena”?

Parte do princípio do Butoh que você não consegue realmente passar pro outro aquilo que você quer, porque ele é exatamente contra isso: o Butoh quer te levar a fazer aquilo que você realmente sabe fazer, então, por isso não consigo fazer com que os bailarinos dancem exatamente o que lhes é passado. Quero que o bailarino brasileiro dance do jeito dele, foi isso que tentei fazer aqui na Companhia e deu certo. Eu precisaria vir mais vezes aqui para que as pessoas pudessem pegar esse gancho e fazer a pesquisa dentro de suas próprias raízes.
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Aula aberta com Sônia Mota...

No próximo dia 17 de Abril haverá masi uma das aulas abertas que a diretora da Cia. de Dança do Palácio das Artes estará ministrando durante todo o ano. As inscrições já estão esgotadas, mas as aulas podem ser assistidas. Serão sempre na sala Klaus Viana, as 11:00 hs.

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Cia. de Dança Palácio das Artes 40 anos

Publicado em 13 de março de 2011.

“O mineiro tem vocação para a dança. O sentimento de equilíbrio e serenidade que demonstra nas atitudes dos homens públicos não é uma peculiaridade dos estadistas de Minas. Quem vive entre essas montanhas tem apego à tradição e encarna as virtudes mineiras, possui o sentido da harmonia. Não a harmonia dos ritmos violentos bárbaros, como o samba, o frevo e outras danças de origem africana e americana. Mas, a harmonia no sentido clássico.” Foi com este sentimento visionário que há 40 anos o maître Carlos Leite fundou a Cia. de Dança Palácio das Artes.

Em 2011, ano em que se comemora a longa trajetória de sucesso desta que se tornou uma das principais companhias do País, o espírito se renova com uma programação variada e eclética, em clima de festa. A agenda começa com a remontagem, no dia 14 de maio, do mais premiado balé do repertório Coreografia de Cordel, de Tuca Pinheiro.

A programação continua com uma série de intervenções dentro do projeto Quintas da Dança, na última quinta-feira de cada mês, e com as aulas abertas ao público que são ministradas, mensalmente, pela coordenadora artística da companhia, Sônia Mota, no Grande Teatro e na Sala Klauss Vianna do Palácio das Artes. Em agosto, os bailarinos se preparam para a estreia do novo espetáculo Tudo que se torna um.

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História

A Cia. de Dança Palácio das Artes, um dos três corpos artísticos mantidos pela Fundação Clóvis Salgado, se caracteriza pela constante evolução no tempo. Fundada em 1971, pelo mestre de balé e coreógrafo Carlos Leite, a CDPA dedicou-se, durante os primeiros 20 anos de atividade, a montagens de peças do repertório erudito e às óperas produzidas pela FCS.

No início dos anos 90, a Cia. começa a trilhar um novo caminho estético marcado, principalmente, pelo trabalho conjunto com coreógrafos convidados, do Brasil e do exterior, e pela inserção, em seu repertório, de obras assinadas por nomes como Tíndaro Silvano, Jean Marrie Dubrull, Suzana Yamauchi, Eleo Pomare, Sônia Mota (hoje diretora da companhia), Oscar Arraiz, Luis Arrieta, Rodrigo Pederneiras, Henrique Rodovalho, Tuca Pinheiro, Mário Nascimento e Sandro Borelli.

Como resultado do trabalho da bailarina e coreógrafa mineira Graziela Rodrigues, a Cia. de Dança Palácio das Artes passou a desenvolver, em 2000, o método “Bailarino-Pesquisador-Intérprete”, legitimando os próprios dançarinos do grupo como sujeitos criadores e pensantes de sua dança. A Cia. de Dança Palácio das Artes iniciou ainda um trabalho inovador de incentivo e promoção da pesquisa em dança, por meio de debates, entrevistas e aposta no potencial criativo dos próprios bailarinos, e trabalha também o apuro e atualização de técnicas contemporâneas de dança.

Além de performances, instalações e vídeos que passaram a compor o repertório do grupo foram concebidos os espetáculos Entre o Céu e as Serras, de Luiz Mendonça e Cristina Machado, Poderia Ser Rosa, de Henrique Rodovalho, Sonho de uma Noite de Verão - fragmentos amorosos, de Gabriel Villela, Coreografia de Cordel, de Tuca Pinheiro, Transtorna, de Cristina Machado, Carne Agonizante, de Sandro Borelli, Quimeras, de Mário Nascimento, 22 Segredos e Se Eu Pudesse Entrar na Sua Vida, ambos de Sônia Mota.

>> Clique e saiba quais foram as principais montagens do Grupo Profissional da FCS

>> Confira as premiações da Cia de Dança Palácio das Artes

A Cia. de Dança Palácio das Artes faz parte de diversos projetos e políticas da Fundação Clóvis Salgado que levam a Instituição e a cultura do Estado para além dos limites de Minas Gerais. O grupo já apresentou o seu trabalho em palcos de destaque nacionais e internacionais, nas capitais e em locais como Cuba, França, Palestina, Jordânia, Líbano, e Portugal.

Em março de 2010 Sônia Mota assumiu a direção da Cia. com a proposta de valorizar a maturidade artística do elenco, utilizando como suporte para as criações do grupo o confronto, o trânsito e o diálogo entre tradição e inovação, as diferenças entre gerações, a multiplicidade e a singularidade dos integrantes.

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Quintas da Dança em 2011

Palácio das Artes
Quintas da Dança | 31 de março a 15 de dezembro


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Foto: Adriana DuCarmo

O projeto Quintas da Dança continua com todo o fôlego em 2011 e retoma suas apresentações dia 31 de março, como ação comemorativa dos 40 anos que a Cia. de Dança do Palácio das Artes completa este ano.

Toda última quinta-feira de cada mês, o grupo irá realizar intervenções nos espaços abertos do Palácio das Artes, com entrada franca.

O Quintas da Dança é um projeto idealizado por Sônia Mota, diretora da Companhia, que teve início em outubro de 2010. Nesse período, ocorreram ao todo 12 apresentações que receberam um público aproximado de 1.800 pessoas. As performances que foram cativando o público vêm agora estabelecer ainda mais o papel de difusor da dança contemporânea do Grupo Profissional da Fundação Clóvis Salgado.

O trabalho que envolve também o processo de criação e desenvolvimento artístico dos bailarinos trará sempre uma surpresa no repertório apresentado. A cada quinta-feira, o público poderá conferir uma programação diferente, composta de cenas, coreografias, imagens e intervenções, algumas delas extraídas do próprio repertório da companhia e outras apresentações que serão criações inéditas dos bailarinos.

O Quintas da Dança é um espaço para expor e experimentar propostas que refletem os diversos caminhos e linhas de pesquisa dos bailarinos da Cia. de Dança Palácio das Artes.

>> Cia. de Dança comemora 40 anos em 2011


>> Clique e veja a galeria de fotos do Quintas da Dança

Serviço
Evento
: Quintas da Dança – Cia. de Dança Palácio das Artes
Data: 31 de março; 28 de abril; 26 de maio; 30 de junho; 28 de julho; 25 de agosto; 29 de setembro; 27 de outubro; 24 de novembro; 15 de dezembro.
Horário: 18h30
Local: Hall de entrada, Jardins Internos e espaços de circulação
Entrada franca
Duração: de 15min. a 1h
Classificação etária: livre
Informações: (31) 3236-7400

Caverna e Cia. de dança...

Cia. de Dança Palácio das Artes tem oficina com Bruno Caverna

Publicada em 26 de janeiro de 2011

A Cia de Dança Palácio das Artes recebe o coreógrafo Bruno Caverna de 31 de janeiro a 04 de fevereiro para dar continuidade aos trabalhos iniciados no final de 2010 com o coreógrafo. A oficina de dança contemporânea Playing in the Extreme (Jogando nos Extremos) será desenvolvida, agora, como um processo de aprofundamento e troca de conhecimentos avançado. A técnica entrelaça um trabalho de “partnering” , improvisação e técnica de chão com uma abordagem particular da respiração vista como um alicerce essencial da expressão coporal. Os bailarinos poderão mergulhar de imediato em um mundo sensorial inétido.

Através de uma orientação consciente e de um senso de humor especial, cria-se um clima de descontração de onde surge um espaço em que as ideias limitantes e o conceito de certo e errado tendem a se dissolver. Quase como uma meditação aeróbica, os participantes serão confrontados a navegar no oceano das polaridades, deslizando desde uma destreza física muito forte até um enorme grau de sensibilidade e escuta interior. Neste processo extrapola-se a exploração e conexão de todas as camadas da percepção e do corpo sutil. Apesar da intensidade física do trabalho, a sensação de leveza nunca se perde.
Bruno
Foto: T. Markhus
Bruno Caverna

É natural do Rio de Janeiro, um pesquisador somático inato, coreógrafo e professor de dança reconhecido internacionalmente por sua personalidade carismática e por sua abordagem única de dança e improvisação. Ele tem um histórico vasto de capoeira, dança contemporânea, acrobacia, contato-improvisação e chi-kung.

Nos últimos 15 anos, Caverna tem pesquisado extensivamente maneiras de assimilar e integrar elementos dessas diversas práticas dentro de uma compreensão mais ampla e particular. Sempre disposto a revigorar a paixão de sua profissão com um impulso humano inevitável de interagir com pessoas dos mais variados perfis. Esta qualidade tem impelido-o em inúmeros projetos multi-culturais.

Bruno atualmente reside em Berlim e é constantemente convidado a coreografar e ministrar cursos nas principais arenas de dança contemporânea européia tais como UltimaVez/Wim Vandekeybus; ImpulsTanz-Vienna Festival; SNDO-Amsterdam entre outros.

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campanha...

alácio das Artes
Se Eu Pudesse Entrar na Sua Vida | 10 e 11 de fevereiro



Foto: Paulo Lacerda
Se eu pudesse entrar na sua vida percorre os espaços da FCS (Foyer, Hall, palco, camarins, etc) e apresenta movimentações e rearranjos criados a partir da vivência dos bailarinos sobre o repertório do grupo. O público segue uma trilha de performances e instalações construídas a partir de elementos como, por exemplo, os espetáculos Transtorna, La Valse, Coreografia de Cordel e Sonho de Uma Noite de Verão. Atenção: lotação máxima 200 pessoas.








>> Clique e confira a ficha técnica

Serviço
Evento:
Se eu pudesse entrar na sua vida - Cia de Dança Palácio das Artes
Data: 10 e 11 de fevereiro
Horário: 21h
Local: Palácio das Artes
Valor: Sinparc – R$ 10,00
Duração: 1h30
Classificação etária: 12 anos
Informações: (31) 3236-7400

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Acatando a recomendação do Ministério Público, por meio, das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Promotoria e Justiça de Defesa do Consumidor e PROCOM–MG, em conjunto, o valor da meia–entrada estudantil é válido para estudantes regularmente matriculados na rede oficial de ensino, público ou particular de 1º, 2º e 3º graus, compreendendo os alunos de pós–graduação, mestrado, doutorado e aqueles matriculados em cursos pré–vestibulares previamente credenciados junto à UNE (União Nacional dos Estudantes), UEE/MG (União Estadual dos Estudantes), UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) ou UCMG (União Colegial de Minas Gerais).

Será exigida a identificação no ato da compra e na entrada do evento por meio da apresentação de identificação estudantil (carteira de estudante) e comprovante de matrícula na rede oficial de ensino, público ou particular, no ano corrente.

audição

Fundação Clóvis Salgado realiza audição para a Cia da Dança Palácio das Artes

Publicada em 04 de janeiro de 2011.

A Fundação Clóvis Salgado abre edital para classificação de bailarino para atuar na Cia. de Dança Palácio das Artes. As inscrições serão recebidas de 24 a 30 de janeiro na Secretaria da Cia. de Dança, no 4º andar do Palácio das Artes.

A audição será realizada no dia 30 de janeiro, às 13h, na qual serão avaliados conhecimentos técnicos de dança clássica e contemporânea, além da apresentação de um trabalho solo de até três minutos. Os interessados em candidatar-se devem ler o edital, disponível abaixo, na íntegra.

>> Clique e confira o edital completo (77,2 Kb).pdf.

>> Clique e baixe a ficha de inscrição (43,6 Kb).pdf.

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Dança para a contemporaneidade

Ao adotar, em 1986, o estilo contemporâneo, em processo de reflexão livre e aberto, a

Companhia de Dança Palácio das Artes realizou também uma opção para os temas da atualidade, buscando inserção ativa na discussão e interpretação de questões do mundo presente, pelo exercício da criatividade. Sua nova linguagem artística, decorrente de leituras do mundo em evolução, liberta das amarras da dança repertorial e dos limites do corpo de baile auxiliar da ópera, quer discutir questões críticas da atualidade, entre elas novas expressões para a própria dança.

Neste caminho, entre instigante e necessário, tem transformado em coreografias questões como a diversidade cultural, a emancipação humana e as relações nas diferenças, entre outros valores essenciais à arte e sua responsável inserção nas mudanças em curso, cada vez mais transformadoras das próprias expressões, estilos e movimentos da dança e da cultura. Trata-se de processo aberto, fundado na criação coletiva, atento ao momento e suas circunstâncias, em que o movimento e forma adquirem, com outros recursos das Artes Cênicas, novas possibilidades de expressão.

A Fundação Clóvis Salgado, instituição que abriga em seus espaços todos os gêneros artísticos e culturais, identifica na Companhia de Dança um grupo desafiante e estimulador de uma fundamental discussão sobre os rumos da arte contemporânea, especialmente para a dança e a busca de novos estilos e conteúdos. Em seu percurso de 40 anos, que se completam em 2011, a Companhia passou pelo clássico e o moderno, pelo tradicional e o folclórico, passou de “grupo de bailarinos-objetos a bailarinos- sujeitos”, de grupo dirigido a grupo atuante, de semelhantes a diferentes. Trabalha com a diversidade de linguagens e distingue as diversas idades de seus bailarinos. Investe e acredita que este pode ser o caminho do século XXI.

Eliane Parreiras e Cláudia Malta

5 ª da Dança por Breno...

Quinta- feira, 18:30, você sobe a Av. Afonso Pena, ao lado do Parque Municipal, quase chegando ao Palácio das Artes, e se depara com uma dupla de garotas caminhando, idênticas, no mesmo sentido. Quase grudadas, completamente alheias a tudo e a todos, elas seguem seu trajeto metidas em seus movimentos inquietantes para quem as vê e, no entanto, simples, bem coordenados e totalmente familiares a elas.

De repente você é seguido e assediado por uma “linda noivinha” vestidinha para casar - ou matar. E aí você casa? Você viaja com ela? Dança com ela?! Ela lhe rouba a atenção, lhe prende o olhar, lhe encanta, lhe faz rir, e... Cuidado; eu disse que ela é “linda”?

É aí que entra uma música suave e deliciosa: o espaço e o saguão de entrada do palácio das artes se tornam palco e platéia povoados por vários casais trajando diferentes fantasias. Eles invadem o espaço central e deslizam sua dança no ritmo da valsa, e você acaba dançando com eles mesmo que ali parado somente observando. E então você sai em estado de graça.

Assim foi comigo na última quinta-feira dia 18 de outubro. Se você não viveu uma experiência deste gênero, não sabe o que anda perdendo, e inteiramente grátis.

ZONA 04

ZONA 04

ANFITRIÕES

Senhora e senhores,

Damas e cavalheiros,

Ilustres e desconhecidos.

Muito boa noite.

Sejam bem vindos!

Nesta noite transfigurada

Temos o prazer e o dever de anunciar

Que não haverá espetáculo

Pois não temos nada de espetaculoso ou espetacular para lhes mostrar

Hoje convidamos todos os presentes a percorrerem conosco

Pequenos fragmentos de nossa história

E de nossas memórias, espalhadas pelos espaços deste teatro e impregnadas nos nossos

Corpos

Voilá!

Entrem fiquem a vontade.

Hoje a nossa casa é também a sua casa!

DANÇA COMIGO?

DANÇA COMIGO?

CASA COMIGO.?! ...


Dança comigo? Dança?

Se você dançar comigo

te faço a pessoa mais

linda, a mais charmosa,

a mais clean!

Dança comigo que te faço

famosa, en dehors, alongada, flexível e magra.

Se você dançar

você vai ter uma abertura assim ó!

Sua perna vai subir até aqui.

Você vai ficar toda rasgada.

E casar... você casa comigo?

Se você casar comigo,

te faço a pessoa mais feliz,

amada, respeitada,

a mais comida. Entendeu?

Você vai se sentir um rei...

Vou fazer fondu pra você.

Te faço um frapé de morango.

Vou mostrar meu cout de pied

e fazer um grand rond jambe en lair.

Ah, então, viaja comigo?

Prometo que você vai viajar sempre de primeira classe,

Sempre...

Você quer?

Vou te levar para o fundo do poço!

Você quer trabalhar para mim?

Eu te dou qüinqüênio e férias prêmio.

Trabalha pra mim?

Você vai ficar rico,

autônomo, independente.

Você vai abrir uma empresa.

Você vai morrer de tanto trabalhar.

Brinca comigo?

Brinca?

Brinca pra você vê!

Casa comigo?

Vou te fazer a pessoa

Mais solitária,

Cansada, frustrada, esgotada,

Calada e envelhecida do mundo.

Casa comigo?

Texto: Lívia Espírito Santo

Contribuição: Cristina Rangel

CORPOMEMÓRIA

CORPOMEMÓRIA

AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta

Hoje não a lastimo.

Nã há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada

Nos meus braços,

Que rio e danço e invento exclamações

Alegres,

porque a ausência, essa ausência assimilada,

ninguém a rouba mais de mim.

(Carlos Drumond de Andrade)

ARENA

ARENA

"ZONA 04"

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NOIVAS...

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CISNE E NOSTALGIA

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METRÓNOMO

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BOAS NOVAS...

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VALSA

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DESFAZER

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DANÇAR AGORA...

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AFONSO PENA...

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SEGUNDO ANDAR...

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5.7.11

http://relatomendonca.tumblr.com/

Codel em POA

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Ocultar detalhes DE:Andrea Faria PARA:paulo Chamone Mensagem sinalizada Segunda-feira, 4 de Julho de 2011 23:10Corpo da mensagemCha, posta pra nós no blog o comentário do Cordel em Poa. O link é este http://relatomendonca.tumblr.com/
O abraço que vem do Interior
Confira o comentário de “Coreografia de Cordel”, atração do final de semana no Theatro São Pedro. A partir de amanhã, a programação do Festival do Teatro Brasileiro prossegue com “Cortiços”, no palco do Teatro Renascença, criação do grupo mineiro Luna Lunera. O FTB etapa RS tem patrocínio da Petrobras e copatrocínio da Caixa. Consulte a programação completa do festival no site da Liga www.liga.art.br e siga pelo twitter @ftb_rs.

Na quinta e sexta-feira, o Galpão conduziu a plateia gaúcha em uma jornada dentro de si mesma, guiada pelo comovente “Tio Vânia” (confira comentário abaixo). No final de semana, foi a vez de a Cia. de Dança Palácio das Artes propor uma viagem diferente. Se o “Tio Vânia” do Galpão é uma montagem que evita ousar maiores experimentalismos formais, “Coreografia de Cordel” bate pé no campo do pós-dramático, sapateia em cima da narrativa linear e dá de mão na quarta parede.

“Coreografia de Cordel”, que estreou em 2003, é um dos espetáculos mais importantes da Cia. de Dança Palácio das Artes. O ponto de partida vem de convivências que o grupo mineiro teve com comunidades do Interior, especialmente Medina. A escolha foi radical: Medina tem pouco mais de 20 mil habitantes, é uma das tantas cidades do empobrecido Vale do Jequitinhonha, classificada pela Unesco como uma das regiões mais carentes do Mundo. Apartada das benesses capitalistas, Medina ofereceu ao coreógrafo Tuca Pinheiro a oportunidade de colocar em contato a sofisticação da dança contemporânea e a ingenuidade de uma cultura ainda não moldada pelo consumismo.

O mérito de “Coreografia de Cordel” é não seguir a rota confortável de adotar a cultura popular como coitadinha, algo a ser amparado, preservado e defendido. A atitude é a de reconhecer a dificuldade de abraçar essa cultura (o gesto de abraçar, inclusive, é o fecho do espetáculo). Renunciando ao paternalismo, os artistas se deixaram impressionar pelo que viram, ouviram e sentiram, incorporando ainda ao espetáculo o que lhes ficou de saudade do sertão. Este conflito desaguou em uma encenação pós-dramática, que provoca o público permanentemente a descobrir nexo, no que está em cena, constrangido a desenhar em tempo real um mapa do que está assistindo. E não deve ter sido isso que a Cia. de Dança Palácio das Artes sentiu ao entrar em contato com a terra estranha de Medina?

Uma das imagens mais marcantes é justamente uma bailarina de olhos vendados, zanzando no palco: materializando uma cabra-cega estética, ela expressa a impotência do olhar e dos ouvidos urbanos em contato com uma sociedade que nos parece estrangeira em seus gestos contidos, na sua profusa oralidade, na moralidade restritiva. As coreografias vão se desdobrando como em um mostruário de cordel – enfileiradas, consecutivas, aparentemente descosturadas, sutilmente tecendo um retrato amoroso de um conflito. A conformação do espaço cênico – colocando arquibancadas no fundo do palco do Theatro São Pedro – parece um esforço de reproduzir uma das imagens mais marcantes de qualquer cidadezinha do Interior que se preza: a rua principal, onde desfilam os personagens, os carros, as vergonhas e as maravilhas do lugar.

Sucedem-se coreografias, algumas de impressionante técnica. Nos momentos de vínculo mais estreito com Medina, os bailarinos impõem a seus corpos o maneirismo dos animais, outras vezes se explicita a repressão sexual. Também há solos mais coxudos, caracterizando praticamente uma cena, com o bailarino aliando texto e gesto. Outra originalidade de “Coreografia de Cordel” é assumir a oralidade: um microfone ao lado do palco serve de púlpito para os bailarinos. Em alguns momentos, um dos bailarinos articula um discurso quase incompreensível como trilha sonora para a dança, exaltando a musicalidade de um palavrório que parece não dizer nada, mas significa tudo, significa que estamos imersos numa cultura fechada, que se basta, que prefere o círculo ao avanço, que tem medo de abrir a porta (porta que, sintomaticamente, é um dos poucos elementos em cena). O grupo se encarrega ainda de fazer um mea culpa pela invasão que impôs a Medina, explicitando a violência dessa aproximação quando um dos bailarinos “bate” fotos do público, com um flash impertinente.

O grupo é consciente de sua coragem estética e brinca abertamente com o público sobre a dificuldade em uma abordagem mais confortável do retrato multifacetado e aparentemente desconexo que está em cena. No final, sim, é permitida a facilidade da emoção direta e facilmente reconhecível. No escuro, ouve-se Jair Rodrigues cantar os versos da moda de viola “Disparada” (de Theo de Barros e Geraldo Vandré) “Eu venho lá do sertão / E posso não lhe agradar” e “Não canto para lhe enganar”. Como se para deixar ainda mais clara a colisão entre urbano e interiorano, sucedem-se momentos em que o palco é iluminado ora por lanternas de luz azul e fria, ora por focos de luz amarelos como velas ou bicos de luz perdidos numa estradinha erma.

Mas tudo termina em abraços, primeiro entre o elenco, depois entre artistas e público. A Cia. tem a humildade de confessar que a principal lição que aprendeu na expedição a Medina foi a de que o gesto mais fundamental a unir Brasis absolutamente diversos deve ser um simples aperto de mão, um abraço, a expressão física da disponibilidade. Não há sentido em glamourizar o popular – limitemo-nos a reconhecer e respeitar o que nos é alheio, permitamo-nos tão-somente deixar-nos transformar. Uma estratégia que o grupo coloca claramente em cena, ao pendurar 42 panelas acima do palco, e fazer filtrar a luz através dela. O que está em cena não é o rural apropriado pelo urbano, são os indivíduos artistas banhados pelo que experimentaram.

13.6.11

base da criação...

TUDO QUE SE TORNA UM
Lição de férias: uma impressão do PRESENTE

1- Andrea Faria
Para mim, o presente é o que está impregnado em mim, independente se está acontecendo agora, ou aconteceu ontem, há um ano, uma década ou mais. Se eu ainda o sinto, ele é presente e presentificado fica até que eu o descarte e deixe passar. Pois pra mim, mais do que um instante-agora do tempo, ou uma entidade abstrata à qual convencionalmente damos esse nome, o presente marca um estar em mim. Não tem bordas, não tem delimitação. É o “é” que insiste em ficar e ficar e ficar. O que comi hoje de manhã virou passado. Mal me lembro. Mas o que eu senti quando toquei minha filha pela primeira vez, ou aquele abraço ou dor que não posso esquecer estão comigo e os resgato quando quiser.

O passado é o que escapou. Fugiu. De vez ou não. Pode ter sido deixado tomando pó, ou ter se recolhido em alguma caixa ou gaveta. Pode ter ficado meio no canto, sorrateiro, esperando uma brechinha para dar o ar de sua graça. Ou sumir pra nunca mais. Às vezes ronda querendo entrar e posso abrir-lhe a porta, mas vem mais como um hóspede, raramente como anfitrião. E, a menos que convidado para ficar, retornará como coadjuvante, lembrança, sombra, imprecisa, borrada ou mesmo inventada, sujeita às nossas artimanhas de ficcionalizar o que passou para lhe tirar o amarelado e dar-lhe cor para trazer à tona.

E o futuro? O futuro é o que está sempre por... por vir, por se materializar, por se fazer, por acontecer. Impegável. Estrada sem fim. Está sempre a ser conquistado, como um amante difícil, escorregadio, ora amedrontador, ora promissor. Projeções de vontades, expectativas, promessas de mudanças, de desejos, de “se Deus quiser”es. Mas quando seu tempo chegar, se for bem vindo, haverá de ficar e ocupar a casa. Pode ficar de vez e se instaurar em permanência. Ou ir se desbotando até diluir-se e passar. Se não for bem vindo, um passinho atrás, por favor!


2- Ariane de Freitas
para mim, o Presente é Agora!
É sempre agora.
É como se Hoje eu pudesse fazer algo q nao posso fazer no passado nem no futuro.
Sendo assim, o agora: carrega uma potência de que tudo pode acontecer. Onde muitas coisas sao possiveis, onde meus desejos e sonhos tem uma chance de se realizar.
Por isso esse agora está carregado de energia de possibilidade, de presença e de força. Como se tudo que eu gostaria que acontecesse tivesse a chance de se tornar Ação.
E isso é tão real que nesse momento, q acredito que sou capaz de fazer qualquer coisa. É assim quando eu crio.
Sei q há muitos sonhos e ilusões nesta fala mas preciso acreditar q Algo tem a chance de acontecer. por isso gosto de ir pra prática para que eu descubra esse como fazer, q vai surgindo aos poucos.
Quando crio um esboço de dança, faço num agora, esse último solo (da mulher selvagem q chamo de -Volver) era a minha verdade naquele momento.
e ainda tenho muita vontade de dança-lo no espetáculo.
Quando penso no passado, sei que ele é o que faz possivel o Agora como se apresenta.Tudo que é hoje, é pq existiu "ontem'
Enfim, preciso vivenciar no agora para saber o que será no futuro, ou seja, para projetar e planejar o amanha.
(Ariane tem imagens que seguem em outro doc.)

3- Beatriz Kuguimiya
O presente real é aquele instante unico, que quando vc pensa ele ja se foi...
O mundo hoje (acredito que seja esse o presente que vc se refere), e egoista, individualista, seco, rapido, de pouco contato fisico, materialista, tecnologico, exaustivo. Precisamos ser "Super Homens ou Super Mulheres".
O meu estado "presente" (que comecou a 3 anos atras e ainda insiste) e o da maternidade. Um pensar voltado para como inserir um novo ser nesse mundo atual.

4- Paulo Chamone 1
Um texto grande de Ricardo Ros (A linha do tempo) a ser lido ao vivo

5- Paulo Chamone 2
MOVIMENTO - o presente é sem sombra de dúvidas a passagem, transformação, o inesperado. Sentado em baixo de um arvore vejo que não existe presente.
Nostalgia é dôr, saudade é dôr e, querer fixar um instante, também só pode resultar em dôr.

6- Dadier Aguilera
infelizmente nesse tempo de ferias , nao conseguí fazer uma sintesis do que seria realmente o meu tempo presente,tudo me parecia repetitivo e dejavi, o mais un cliche!!!
Mais tenho fé no encontro real, no confronto , no olho no olho, talvez ele se revele com mais clareza no futuro, e eu descubra que meu presente está, compartilhando a vida , e Arte, com aqueles que queren mudar a rotina a cada instante....

7- Fernando Cordeiro
Confesso que o estudo de Filosofia tem me silenciado cada vez mais, mas ai
vai o meu esforço em dizer sobre o Presente:
Me parece que o presente é aquilo que não conseguimos registrar, quando
registrado, ja virou passado; intangivel, angustiante, cada segundo incapturavel, um vazio entre o passado e o futuro que o homem inventou para ser preenchido e eternamente superado, só compreendemos o seu Ser olhando para trás, para aquilo que ja foi. O presente, de fato, é algo que perdemos: um continuo sem fim em que não temos consciencia do que ja foi e nem visão do que sera.

8- Ivan Sodré 1
O presente é este vazio, onde nada supre e preenche - tornando-nos buracos sem fundo.
As pessoas por não conseguirem acessar sua essência e, por conseguinte, se afastando cada vez mais dela acabam reproduzindo e se cristalizando em seus automatismos, em seus padrões comportamentais reativos.
O ser humano se afasta do envolvimento, porque dá trabalho. Requer colocar o seu.
Ajustar-se física,emocional, mental e espiritualmente a cada situação, realidade, cada circunstância que lhe se apresenta.
E, nós todos da Cia estamos vivenciando isto.
O passado, não tem mais vez, ele não cabe. Padrões comportamentais automatizados, formas pensamento reativas, emotividades e sentimenatlismos não cabem mais.
Viver o presente. Envolver-se com o presente
E, se colocar para o futuro deixando que ele se mostre, fale.
Para mim as quatro frases máximaas da vida que vc pontua são este antes, estes estímulos primeiros, primordiais.

9- Ivan Sodré 2
Texto: SOBRE A TRANSITORIEDADE de Sigmund Freud (já enviei pra todos por e-mail e o releremos ao vivo)

10- Ivan Sodré 3
Texto: DIVERSIDADE de Hannah Arendt (já enviei pra todos por e-mail e o releremos ao vivo)

11- Lina Lapertosa
Nestas férias, eu vivi o presente intensamente! Pra mim, presente é ação.Fiz coisas pra burro!Atendi consultório, arrumei armários, resolvi problemas de banco, dormi de tarde,nadei, fiz aulas de gyro, fiz musculação,fiz workshop de improvisação com Marise, tratei de dentes, adubei meus vasos e a mim também. Isso tudo me fez muito bem. Não quis ficar pensando muito não,vivi. Pra viver o presente, precisa cor-agem: agir com o coração. Agora, nas vésperas de voltarmos a trabalhar, é que comecei a pensar sobre.
Pra mim, presente, passado e futuro estão sempre ligados.As coisas que faço no presente, estão baseadas no passado e voltadas para o futuro.Tenho algumas frases (daquelas que te falei que poderiam ser projetadas na parede branca, em cima das portas de entrada do teatro):
" Sou passado, presente , futuro-três pessoas distintas reunidas numa só" Francisco Azevedo
"Se esqueces o futuro, perdes o passado" Muriel Burbery
"Eu não quero um futuro que quebre os laços com o passado" George Eliot
"O futuro entra em nós, para transformar-se em nós, muito antes de acontecer" Rainier Maria Rilke
"Hoje é apenas por onde o passado começa a jorrar" Raul Seixas
"Quem viu o presente, viu todas as coisas:as que aconteceram no passado insondável e as que acontecerão no futuro" Jorge Luiz Borges
"O futuro influencia o presente tanto quanto o passado" Nietzche
Estou anexando um Mario Quintana, sobre o presente.

12- Lucas Medeiros 1
Olhando para fora, um tempo de chuva que parece perdurar de forma lânguida e contínua. A chuva é densa e seu ritmo parece inovar a cada momento. Sinto um aconchego, o prazer do afago e do acolhimento mesmo sem companhia. É delicioso esse presente. É sem pressa, é uma degustação do ócio... ler uma revista e comer sem culpa...
A revista... nela, uma matéria sobre os moradores de rua. Eu só comprei essa Sociologia por essa matéria que está na capa. Alguns minutos antes de comprá-la eu estava no ônibus, a caminho de uma boate e vi uma mendiga na rua. Ela estava sentada no canteiro central de uma avenida, perto do semáforo. Em meus pensamentos, tentei trocar de lugar com ela, tentei sentir o presente que ela sentia ( e que já nem sei se ela o percebia como presente, devido a ausência de perspectivas do olhar daquela mulher que parecia se perder em qualquer outro tempo). Me imaginei num silêncio contínuo, e tentei anular quaisquer interferências musicais, a que já estamos tão acostumados.. deixei apenas vultos sonoros, vultos luminosos,... vultos! Nada identificado. Pessoas , carros, tudo passando diante de mim sem qualquer relação e com muita fugacidade. Percebi que não é possível um diálogo tranqüilo com o presente naquelas circunstâncias. O único diálogo que poderia ser travado com o presente daquele momento se limitaria às questões de sobrevivência. Imagino os fins de noite,e as perguntas que atordoam essas cabeças :” como me garantir amanhã? Como comer amanhã?”
Eita presente difícil de ser enfrentado! Viver esse dilema todos os dias deve ser a principal causa do envolvimento com o crime. E ver todos os dias pessoas desfilando diante de você com roupas caras, tênis bonitos, comendo coisas boas e frescas deve ser muito difícil quando não se tem nem lugar para dormir... a “inveja” deve corroer essas pessoas..
Outro dia, assistindo MGTV eu fiquei intrigado com a resposta que um morador de rua deu à pergunta da repórter. Ela perguntou: “-Tudo o que você tem está dentro desse armariozinho?” e ele respondeu: “-Não. Tudo o que eu tenho está no meu coração, que é Deus.” Nooossa.. rsrs aquilo me arrasou completamente...
Portanto, o meu presente é esse: como atuar nessa sociedade sendo solidário e socialmente “viável”? Como intervir de maneira eficaz no presente desses moradores de rua?
Minha dança parece tão restrita, tão fechada, bem como uma ostra a guardar sua pérola...

e sempre me volta o poema de Antonio Cícero, “GUARDAR”:

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que de um pássaro sem voos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar .

13- Lucas Medeiros 2
estava indo dormir mas não consegui sossegar.. estava pensando nesse espaço cérebro...
tem coisas tão óbvias q deixamos q elas passem por nós desapercebidas.. O cérebro nada mais é um lugar de armazenamento e de vivência do presente/passado. Todas as informações "entram" em nós através das diversas portas com as quais percebemos o mundo, por exemplo, os sentidos. Há portas infecháveis . Há outras q a muito custo conseguimos abrir. Há portas desconhecidas. Há portas com "vida própria", portas essas q não conseguimos controlar o seu fluxo de entrada e saída. Já q o cérebro(palco) é o lugar onde entraremos todos e vamos ficar até o término do seu desenvolvimento, acho que ele deveria ser um lugar que tende ao infinito e que é totalmente envolvido por essas portas de contato com o mundo exterior.. Foi essa idéia q tentei desenvolver nesse esboço de palco q está anexado ao e-mail. Ele possui portas, marcos e formas "bem clean" em várias profundidades.
Estava indo a fundo nessa idéia de porta (portas essas que já se abriram ao público no "se eu pudesse entrar na sua vida" e que vão culminar nesse cérebro) e cheguei a conclusão que devemos ainda acolher-lhos nesse cérebro com um palco q se não se limita ao proscenium mas que vai além.Mas, não sei como materializar essa última parte da idéia...


14- Lucas Medeiros 3
Pela manhã lembrei que sou artista

Foi hoje, pela manhã, que me lembrei : fui separado para ser artista.
Lembrei de quando meu corpo foi consagrado como "meio de circulação".
Lembrei de quando vim a ser mais do que um corpo de possibilidades.
Havia esquecido...
O que me fez esquecer?
(...) - Não sei.
Mas lembrei a tempo [talvez o tempo!]
- a tempo de não me perder em mim mesmo.

Meu coração veio a queimar-se e inundar-se de novo,
mesmo que paradoxalmente.
Meu corpo se percebeu um tanto camaleão,
um tanto possível de ser, até mesmo, o impossível.
Mais do que nunca, me vi hábil a fazer mais do que 10 piruetas
- me vi hábil a ser e a não ser, me vi hábil a alcançar pessoas!
Putz... lembrei daquela cena, em que meu corpo estava estendido no chão e
um óleo perfumando era derramado pela minha cabeça e, simultaneamente, lágrimas
[muitas lágrimas...] escorriam pela minha face. Ali me vi capaz, me vi frágil, me vi
adornado, me vi totalmente nu. A partir daquele momento percebi que por mais exposto
que estivesse, menos me envergonharia de ser humano. A partir dali me dei conta
de que a beleza depende apenas de uma forma ousada de enxergar as coisas.
Comecei a aprender o que era ser artista.
Esquecemo-nos em que consiste a missão de ser artista.
Ser artista não tem hora, não tem lugar.
É angústia eterna.
Angústia de conhecer,
de descobrir,
de se permitir e de ACREDITAR.
O corpo do artista está para além de qualquer julgamento. O corpo do artista já
morreu para a lei dos homens e nasceu para a sua própria lei, para a arte. Isso consiste
em ter livre arbítrio, em transitar livremente, em não ser titulado. Devido a isso, não
existe moralidade ou imoralidade, santidade ou leviandade, humanidade ou divindade.
O corpo artista é apenas uma massa disforme que se configura para falar.
Ser artista é ter a habilidade de fazer o seu corpo jorrar poesia,
ou melhor, fazer todo ele se transfigurar em poesia.

Junto com o conteúdo desse texto* me veio a imagem dele:
Corpos nus somente com um pano retangular no quadril, deitados com as suas cabeças e pés voltados para as coxias, dipostos aleatoriamente, com um bloquinho baixo de acrílico sob os seus quadris (q são o centro de força e de vitalidade do corpo) e pingos d'água gotejando cobre as suas cabeças. O espaço estaria dominado pela luz baixa e com um tom de azul bem leve, e iluminação clara sobre esses corpos. seria como um renovo do corpo artista, um frescor para a mente e descanco para os membros. Ai.. acho q seria lindooo.

15- Mariangela Caramati
O futuro ainda não existe e, quando chegar, deixará de ser futuro, para ser presente.
O passado já deixou de existir e, quando existiu ainda não era passado, mas sim, presente.
Misto de retomada do passado e antecipação do futuro. Possibilidade de realizar uma união consciente “entre” o que já foi e o que é e será, de recomeçar, de reconstruir (desconstrução /construção ).
Duração que não cessa de se destruir a si mesma, de inventar …
Fugaz e permanente - Transitoriedade
O único momento que realmente existe.. É no presente que devemos investir nossa ação, meio pelo qual se constrói, desmobiliza, se conjuga.

Cada novo fato, cada nova ocorrência em nossa vida, é um novo momento presente, que precisa ser vivido e observado em toda sua plenitude , pois tudo o que nos acontece tem uma relação com o que somos, tudo o que fazemos tem uma relação com o que nos tornamos.

Quando deixamos de nos focar no presente, permitindo que nossas idéias e pensamentos se apresentem de forma mecânica, reagimos. Perdemos a oportunidade de criar.
Indecidibilidade , inacabado , indefinido , trânsito, meio, entre.
Campo de inúmeras possibilidades, desafio.

O Presente não começa nem conclui, ele se encontra no meio, “entre”. Se constitui no movimento que ele mesmo produz. O momento do movimento, efêmero /duradouro.
ENTRE (Régis Bonvicino)

Entre motores e ruidos
(pio dissonante e seco estilhaço)
o vôo do pássaro
cria uma nova hipótese
de espaço

16- Peter Lavratti
tenho tido muitas reflexões sim, com relação ao trabalho e com a vida pessoal. Só de resumo estou a 4 dias sem fumar e acho que em breve me tornarei um ex-fumante.

Com relação ao trabalho me intriga muito a imagem do "meio" , do "entre". Minhas reflexões estão indo mais neste sentido. O recheio sabe? Ex: bem simples: um sonho (o doce classico de padaria) só é sonho porque tem o recheio e as duas camadas de massa que o configuram. O recheio sozinho, não da conta do recado, nem as camadas... Tenho imaginado o presente deste jeito, um tanto óbvio, mas é o que vejo no momento....

E em estratégias de fisicalizar isso. (algumas são até coisas que nós já experimentamos). Enfim....devaneios

17- Cristina Rangel 1
Tava aqui, com minhas caraminholas... pra variar,hhhh...
E pensando no que o Rodrigo falou quanto ao conceito 'presente' ser muito amplo e pensei, pelo contrário, ele abre para várias possibilidades o que na verdade é o verdadeiro motivo de se escolher um conceito. Algo que por si só possa ser interpretado e materializado de formas bem diferentes. Mas que sejam identificaveis como vindas de uma mesma raiz.
Presente envolve o passado e futuro... mas tb é um presente. Presente de 40 anos para uma cia que trabalhou arduamente para realizar para o outro, mas não para si mesma.
Um presente, o que você gostaria de ganhar aos 40 anos... um presente!
Tem tantas conotações, e ao mesmo tempo liberta...
Não sei se vc está me entendendo, mas de qualquer maneira é mais uma das intuições... não penso ser a dona de verdades mas de percepções totalmente intuitivas.
Qual o seu presente? Você escolhe? Seria lindo dar presentes uns pros outros( Me dá um oito aÍ?)
Acho lindo esse "conceito",hhh

18- Cristina Rangel 2
Texto: ENVELHECENDO NA DANÇA de própria autoria (todos conhecem, talvez a ser reutilizado)

19- Sonia Pedroso
"...não há estado de alma, por mais simples que seja, que não mude a cada instante, pois não há consciência sem memória, não há continuação de um estado sem adição, ao sentimento presente, da lembrança de momentos passados. Nisto consiste a duração. A duração interior é a vida contínua de uma memória que prolonga o passado no presente, seja porque o presente encerra distintamente a imagem incessantemente crescente do passado, seja, mais ainda porque testemunha a carga sempre mais pesada que arrastamos atrás de nós, à medida que envelhecemos. Sem esta sobrevivência do passado no presente, não haveria duração, mas somente instantaneidade". Henry Bergson

"A água que você toca dos rios é a última daquela que se foi e a primeira daquela que vem. Assim é o tempo presente". Leonardo da Vinci

Imagens
sobre as imagens que aparecerem tem me vindo imagens de escadas feitas de madeiras c 22 degraus e que fosse móvel, e varias outras escadas com 4, 8, 10 degraus, onde paralelamente usariamos estas escadas relacionadas c o tempo ainda n sei bem foi apenas um flasch que passou na minha cabeça

17.5.11

Tudo que se tornq um...

aula aberta de maio...

Palácio das Artes
Aula Aberta - Arte da Presença | 29 de maio
Grande Estúdio da Cia. de Dança Palácio das Artes


Foto: Paulo Lacerda
No dia 29 de maio, a diretora da Cia. de Dança Palácio das Artes, Sônia Mota, irá ministrar uma aula para os interessados no exercício da arte cênica de dançar. O encontro será às 11h, na Sala Klauss Vianna, no Palácio das Artes.

AS INSCRIÇÕES ESTÃO ENCERRADAS - VAGAS ESGOTADAS

A atividade configura uma das ações comemorativas dos 40 anos da Cia. de Dança Palácio das Artes, completados em 2011. O exercício aproxima o público do Grupo Profissional da Fundação Clóvis Salgado, mostrando um pouco mais da vivência experienciada pelos bailarinos.

O objetivo é conhecer, reviver, analisar e experienciar o exercício da Arte da Presença criado por Mota em 1976, à partir do questionamento sobre determinadas posturas das técnicas clássica e moderna da dança, e da aplicação das ideias e conceitos de Alexander Rowen, Ana Rolf, Fritjof Capra e Ken Dichtwald.

>> Clique e conheça também o Quintas da Dança, projeto da Cia.

A Arte da Presença

Sem ser uma técnica da improvisação, a Arte da Presença improvisa com as regras do dançar. Sem ser meditação, acentua a maneira individual de dançar do dançarino. Diferente de criar uma nova linguagem, busca-se transformar, restaurar, readaptar, reorganizar os códigos existentes da dança em conceitos individuais de dinâmica, textura e tom do movimento. Enfatiza assim a prática dos seguintes tópicos:

- a consciência da força da gravidade
- a eliminação do eixo central em favor dos eixos laterais
- o diálogo entre as polaridades do corpo
- as qualidades de projeção e absorção do movimento
- a utilização das articulações ósseas
- o uso da fantasia na execução dos movimentos
- a eliminação do compromisso de acerto
- o exercício de um estado de não ação
- a prática do simplesmente estar no movimento

Sônia Mota
Sônia Mota é bailarina, coreógrafa e professora de dança. Nas décadas de 70 e 80, exerceu um papel decisivo no desenvolvimento da dança contemporânea brasileira. Residiu e trabalhou durante os últimos 21 anos em Colônia, na Alemanha e assume desde março de 2010 o cargo de diretora artística da Cia de Dança Palácio das Artes.

Serviço
Evento: Aula Aberta - Arte da Presença
Data: 29 de maio
Horário: 11h
Local: Sala Klauss Vianna (Grande Estúdio - 4º andar)
Entrada franca (vagas limitadas - 40) AS INSCRIÇÕES ESTÃO ENCERRADAS - VAGAS ESGOTADAS
Duração: 2h
Classificação etária: 14 anos
Informações: (31) 3236-7400

24.3.11

Entrevista com a coreógrafa Sônia Mota

Fotos: Paulo Lacerda

Sônia Mota nasceu em São Paulo, formou-se aos 16 anos em Ballet Clássico e mais tarde se especializou em dança moderna. Na sua trajetória recebeu vários prêmios como melhor bailarina e coreógrafa. Dirigiu o espetáculo 22 segredos, que foi indicado ao prêmio SESC / SATED - 2010 em quatro categorias. Depois de morar um bom tempo na Alemanha, Sônia Mota retorna ao Brasil e agora assume o posto de Diretora da Cia. de Dança do Palácio das Artes.

Por: Yany Mabel

1) Na 15ª edição do Prêmio SESC / SATED, a Cia. de Dança Palácio das Artes concorreu em quatro categorias: melhor espetáculo, com 22 segredos; melhor coreografia, para a diretora da Cia. e coreógrafa Sônia Mota; melhor bailarina, para Carolina Moreira Alves e melhor bailarino, para Cristiano Reis. Você é uma das grandes responsáveis por essas indicações. Qual o peso desse prêmio em sua carreira e como se sente diante dessa situação?

É um prazer saber que a Cia. foi indicada em quatro categorias. Sobre o peso dessas indicações, não considero que seja tanto assim. Não fico correndo atrás de reconhecimento, mas é claro que esse reconhecimento neste momento da minha entrada na Cia. é de grande importância. Isso prova que o trabalho que fiz está batendo com as novas diretrizes do grupo e com o trabalho que ele quer seguir.

2) 22 segredos foi seu primeiro trabalho junto à Cia. de Dança Palácio das Artes e através do resultado foi possível perceber que existiu uma grande sintonia entre diretora e grupo. Gostaria que você falasse um pouco sobre esse processo que transcende a criação artística e atinge a relação humana...

Foi mágico, um encontro de momentos. A Cia. vem trabalhando com esse perfil de bailarino–criador–intérprete por 10 anos. Paralelamente, eu também estava há 20 anos na Alemanha pesquisando e trabalhando.
O Brasil é um país novo, cheio de sonhos e ilusões, um país que vai aprendendo aos trancos e barrancos. Eu mesma fui para a Europa no impulso, na emotividade, e a Alemanha me ensinou a sistematizar, a me basear em fatos da história. Lá eu fui confrontada com perguntas do tipo de onde venho, pra onde vou, o que eu quero. Aqui no Brasil, a gente vai fazendo a coisa no impulso. Na Alemanha, percebi que eu não era tão emancipada como pensava, vi o quanto era carente, o quanto desconhecia a minha própría história. Me vi criança e adolescente, mesmo estando com 40 anos. Isso é positivo por um lado e por outro atravanca o processo de amadurecimento. Já há algum tempo eu estava querendo praticar esse amadurecimento que tive na Alemanha aqui no Brasil, porque aqui tudo é motivado pela paixão. Eu tenho uma filosofia de vida de que quando a paixão é exagerada, ela atrapalha. A gente precisa ter um grande grau de razão, saber por que estamos fazendo isso ou aquilo. É preciso estar consciente. A Cia. de Dança também vinha nesse processo de querer amadurecer e dar esse passo de assumir sua própria identidade, e isso bateu comigo porque eu também queria descobrir qual é minha identidade. Nunca fui diretora e a possibilidade de trabalhar aqui, de estar diante de um grupo, me dá a chance de aplicar minha experiência. Então, o processo de criação de 22 segredos foi o encontro de duas “forças“ que buscavam a mesma coisa.

3) Fale um pouco mais sobre esta linha de bailarino-criador-intérprete que a Cia. de Dança do Palácio segue...

Acho que o grande diferencial desta companhia em relação às outras companhias oficiais do Brasil é que todas as outras têm um compromisso com a juventude e com o repertório, e esse repertório tem que estar de acordo com a expectativa do público. Raramente uma companhia oficial se permite experimentar um novo caminho. E se a direção do Palácio das Artes concorda em investir nessa direção acho que somos uma das primeiras a fazer isso. O compromisso de rebeldia, de ir além da zona de conforto, pertence mais à cena livre e aos artistas independentes. As companhias oficiais ficam dentro do padrão mais comportado, inovador às vezes, mas comportado. Defendo muito o fato de que a média de idade dos bailarinos da Cia. seja de 40 anos. Acho isso fantástico, porque não existe nenhuma companhia de dança com essa média de idade. Acredito que o bailarino só pode ser um intérprete-criador quando já tem uma certa experiência de vida. Quando você é jovem, você arrisca no experimento quase de forma inconsciente. No caso da Cia. é um experimento consciente a forma com que cada bailarino assume seu corpo agora.

4) O que foi mais marcante durante os ensaios do espetáculo 22 segredos pra você?
Tiveram vários momentos fortes, mas o mais forte foi o “vai ou racha“, o momento de assumir idéias e sentimentos. Houve muita confiança nos momentos de troca emocional entre os bailarinos e eu.

5) Como surgiu o convite para ser a nova diretora da Cia.?
Foi tudo muito rápido, o convite foi feito no começo de janeiro e eu tive 15 dias para dar a resposta. Eu estava na Alemanha e isso não me passava pela cabeça. O que me fez decidir foi a vontade de aplicar no Brasil a minha experiência de mais de 40 anos de dança. Aceitei, e pra isso abdiquei do meu trabalho na Alemanha. Fiz isso com certa dor, mas acho que era o momento, penso que devo isso ao meu país. Sempre fui muito bem recebida aqui e agora acho que posso devolver isso.

6) A partir da cumplicidade e respeito que já foi estabelecida entre vocês (Sônia Mota e bailarinos da Cia.), queria saber o que você espera da Cia. de Dança Palácio das Artes durante sua gestão enquanto diretora da Companhia.
Espero que eles sigam comigo neste compromisso com a verdade, e que se assumam como são, dançando dentro da forma que seus corpos e seus espíritos desejam, assim como foi em 22 segredos.

7) Quais são suas expectativas em relação a esse novo trabalho?
Pode parecer pretensioso, mas estou tranquila, vou fazendo passo a passo. Não estou pensando no futuro, quero ir de hoje de tarde para hoje de noite, de hoje de noite para amanha cedo. Estou pensando no agora.

8) Quais são seus planos para a Cia. de Dança Palácio das Artes neste ano de 2010? Você já tem algum projeto em vista?
Quero manter o perfil que a Cia. adquiriu, mas dar um passo à frente, assumindo a auto-criação. Paralelamente faremos uma homenagem aos 40 anos da Fundação, compondo com os bailarinos um programa que aborde esse tema. A outra hipótese é trabalhar com o tema das diferentes gerações, que faz parte da minha trilogia sobre o feminino. Acho que tem a ver com o momento que a gente vive, essa coisa da avó, mãe e filha. A sociedade necessita, hoje, de um diálogo entre o tradicional e o atual, o diálogo precisa existir, e, dentro do tema geração, falo exatamente do diálogo, de como um filho conversa com um pai, o modo como um corpo mais jovem conversa com um corpo maduro.

24.2.11

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Cia de Dança Palácio das Artes
Fundada em 1971, a Companhia de Dança Palácio das Artes tornou-se uma das maiores do Brasil. Adota uma linha de trabalho voltada para obras contemporâneas, destacando-se pela qualidade técnica de seus bailarinos e pelo estímulo à criatividade coletiva.

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